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O vírus é o perigo, não a vacina!

Publicado por mkt.esou@gmail.com em

O vírus é o perigo, não a vacina!

Milton Roberto Furst Crenitte
Milton Roberto Furst Crenitte
Médico Geriatra

Há mais de 10 meses nós estamos sendo bombardeados por informações sobre o novo coronavírus. Não era para menos. Quase que de repente um micróbio invisível modificou completamente a maneira como nos relacionamos e infelizmente provocou milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas!

Nesse contexto, precisamos falar daquela que tem sido tão esperada desde março do ano passado: a Vacina.

Só para terem uma ideia de quanta ciência é envolvida na elaboração desse dispositivo, seu termo surge há mais de 200 anos, quando um médico na Inglaterra percebeu que trabalhadores rurais que tiveram contato com a varíola bovina tinham formas mais leves dessa doença, e dessa forma, inoculou tal agente em pessoas saudáveis.

Além disso, são inúmeras as vacinas que modificaram a nossa história e melhoraram e MUITO a vida das pessoas. Por exemplo temos a Poliomielite (a paralisia infantil), doença erradicada do Brasil em 1994 graças à Vacina. E eu poderia listar várias outras vacinas com excelentes benefícios, como a do Sarampo, do Tétano e até mesmo a da Febre Amarela.

Mas vamos voltar para a vacina contra o Coronavírus.

Estudada e desenvolvida numa parceria com o Instituto Butantan, uma instituição centenária, temos agora uma luz para evitar mortes e internações, lembrando que apesar do que algumas autoridades mal intencionadas dizem, não existe evidência científica para recomendar tratamento precoce para essa doença. Se continuarmos atrasados no início da vacinação teremos cada vez mais mortes e uma economia cada vez mais depauperada.

Algumas pessoas questionaram sobre a eficácia desse dispositivo, divulgada pelo laboratório na última semana. Eu também gostaria que tal número fosse maior, mas vamos lembrar o que os estudos científicos mostraram. O principal achado foi a sua segurança. Apenas alguns efeitos como dor local foram relatados pelos participantes da pesquisa científica. Além disso, houve uma redução importante de casos sintomáticos, o que pode significar redução significativa em número de internações hospitalares, reduzindo assim a sobrecarga no nosso sistema de saúde. Nesse contexto, quero lembrar que não são só aqueles portadores de COVID-19 que podem precisar de Oxigênio hospitalar, para citar o exemplo de Manaus. Reduzir a sobrecarga dos hospitais e clínicas pode melhorar a assistência de todos, de recém-nascidos ao tratamento de uma pessoa com infarto do miocárdio.  Portanto, a melhor vacina é aquela que está disponível, que é segura e que pode salvar vidas. Não podemos ter medo da vacina, e sim do vírus.

Manter as coisas como estão só causará mais mortes e outra coisa que os cientistas temem tanto: a mutação do vírus. Por isso, vacinação é uma proteção coletiva para todos. A gente se vacina para proteger a nós mesmos, mas também aqueles que estão do nosso lado, reduzindo a propagação do vírus, e assim resolvendo a pandemia.

Acompanhem a divulgação do calendário vacinal contra o coronavírus, questionem qualquer informação inverídica sobre o suposto tratamento precoce, continuem se protegendo (máscaras e distanciamento social) e ouçam a enfermeira Monica Calazans, primeira brasileira vacinada: “Vamos nos vacinar. Não tenham medo da vacina”.

Previna-se de Fakenews. Acompanhe as notícias em veículos oficiais de comunicação:

Secretaria da Saúde

Instituto Butantan

Vacina Já

Vacina Coronavirus e o perigo do coronacirus Covid19

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