O Seminário Velhices LGBT da EternamenteSou chegou à sua 2º edição com o tema: Expressões da Violência Contra as Pessoas Idosas.

Realizado na Câmara Municipal de São Paulo em 28 de junho de 2018, o evento abriu linhas de debates sobre as mais diversas formas de envelhecer, até por que muitas delas ainda permanecem invisíveis para a maioria da população e para muitos dos órgãos que trabalham focados para essas pessoas.

Veja o vídeo de abertura do evento a seguir para entender um pouco mais do evento:

As questões de gênero e sexualidade

Já na primeira mesa de debate a Profa. Dra. Guita Debert, por exemplo, falou sobre a falha do termo velhice no singular, quando na verdade cada pessoa pode envelhecer de sua própria forma e encontrar seus próprios desafios e prazeres.

A doutora percorreu rapidamente o avanço da pesquisa acadêmica sobre o tema, mostrando o quanto o conhecimento foi evoluindo e ampliando apesar de ainda inclinar por colocar as necessidades da pessoa idosa em caixinhas limitantes.

Assim, tentar identificar os desafios da velhice por gênero ou por sexualidade pode trazer uma visão limitante para as múltiplas particularidades de cada pessoa.

Contudo, se ainda discutimos a velhice do homem, da mulher, da pessoa heterossexual e da pessoa homossexual, ignorando a velhice de todas as outras vertentes LGBT+, imagine chegar a esse nível de detalhe ainda mais pessoal.

Portanto isso reforça a importância do debate sobre a pluralidade da velhice, e nesse sentido a Dra. Guita Debert ressaltou a relevância do evento por colocar em pauta essa pluralidade e ampliar ainda mais a visão sobre as diversas velhices.

Outro ponto importante debatido durante a primeira palestra foi a ilusão de que a pessoa idosa não teria mais sexualidade. Nesse ponto é importante combater o mito da velhice assexuada.

Se por um lado a vivência da sexualidade traz novos desafios para as pessoas nessa fase da vida, por outro lado o prazer pode se intensificar quando trabalhado e compreendido.

Assim, a Dra. Guita Debert concluiu sua fala lembrando que a gerontologia LGBT+ tem um papel importante para ampliar o contexto das velhices e rever o viés heteronormativo dessa fase da vida.

Ainda pontuou o desafio de se evitar o binarismo entre homossexual versus heterossexual quando há muito mais letrinhas envolvidas na nossa existência humana.

A seguir é possível ver a palestra completa da Dra. Guita Debert.


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