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Com um discurso provocativo e empoderador, a profa. Me. Letícia Lanz foi a segunda palestrante a subir no palco do 2º Seminário Velhices LGBT: Expressões da Violência Contra as Pessoas Idosas.

Realizado em junho de 2018, o evento reuniu um time de peso para falar e debater as muitas velhices LGBTs, e dentro disso Letícia Lanz não poupou palavras para provocar nossas muitas crenças limitantes, principalmente aquelas usadas para definir as pessoas apenas a partir de suas genitálias.

Miliante trans há muitos anos, ela também percorreu rapidamente sobre sua própria transição e o apoio que recebeu e recebe de sua família, reforçando que isso sim “é família de verdade”.

Como uma mulher trans, homossexual e canhota (diga-se de passagem), Letícia Lanz ainda teve muito a contar sobre o preconceito que sofreu contra cada um desses aspectos de sua identidade.

E como ela mesma disse:

“Eu sou uma vitoriosa! Palmas para mim… Eu aguentei rindo o que muitos não aguentam nem chorando”

Divertida e bem-humorada, mesmo diante de um tema tão difícil, Letícia Lanz ainda falou sobre o peso da velhice em uma sociedade que “nasceu para ser eternamente jovem”, fazendo um trocadilho brincalhão com o nome da ONG EternamenteSou que organizou o evento.

Teve ainda tempo para nos lembrar como somos reféns e carcereiros da cultura em que vivemos e como a cultura nada mais é do que a soma dos discursos em que acreditamos e os que passamos adiante.

Nesse sentido, Letícia Lanz terminou sua fala lembrando que, apesar de vivermos dos discursos, ainda não fomos capazes de criar um discurso bom.

Assim vale fechar esse texto com sua frase e pedido final:

“Olhem os discursos que estão passando adiante”.

Veja a palestra completa da Profa. Me. Letícia Lanz no vídeo a seguir.


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